O PROBLEMA NÃO É DO MERCADO

Já não me parece mais plausível, alguém referir que o problema é do mercado!… Se calhar não é o mercado que não compreende as mais-valias que temos para oferecer, mas nós que não as criamos ou mostramos devidamente, ou o tamanho da nossa ambição não se verte em estratégias ganhadoras e pioneiras, mas dilui-se em aversões ao risco que só desaparecem quando ganhamos alguma influência no poder de compra daqueles a quem vendemos o que temos. E como tudo isto pode ser um jogo viciante e viciado!…Não, o problema não é do mercado, o problema é de quem pensa pequenino e acha que é no seu umbigo que se esconde o ponto de equilíbrio dele, qual bola de cotão, vendida como refugo de diamante.
Por vezes, como já por aqui falei, as ideias menos bem cheirosas e mais simples atingem grandes objectivos, e são criados grandes projetos empresariais a que o mercado reconhece valor, outras vezes isso mesmo é feito com base em ilusões, de banhas da cobra vendidas por serpentes enfeitadas que enfeitiçam com ousadia comercial, e quem verdadeiramente tem a vender ao mercado mais do que promessas vãs de produtos vazios, nunca chega a chegar lá porque deixa desvanecer a sua força e ambição, nas contas de segurança social ou salários que terá que pagar para isso, a comerciais competentes, e estrategas operacionais experimentados (sim! porque a estratégia é definida no topo mas é concretizada no chão…), que fariam o seu negócio chegar ao mercado que poderia até ser lá longe, mas que tem portadas abertas para chegar pertinho de nós se for bem chamado.
Mas o problema nesta Era nunca estará no mercado porque, tal como a história já demonstrou, há uma imensidão de oportunidades que se criam diariamente por esse mundo fora e que agora se encontram acessíveis a todos junto com as nuvens que passaram a pairar sobre a nossa cabeça sem choverem, e um espaço cibernético despudorado, atrevido, e ávido de novidade e modus operandi pioneiros, pelo que qualquer um poderá nele entrar em banda larga se não tiver vistas estreitas. E também, no mercado actual, que é global haverá sempre aqueles que ganham suficiente e se motivam a valorizar as mais disparatadas criações, que não lembrariam ao diabo, mas lembraram a mentes curiosas e empresários determinados concretizaram-nas, e os outros que não terão para comer, ou para cuidar a saúde dos filhos a quem podemos igualmente dar projectos empresariais com outras vocações, mais próximas de Deus, financiando – através dos disparatados projectos que ganham dinheiro à custa de satisfação de necessidades que ninguém alguma vez imaginou que pudessem existir ou ser satisfeitas – as básicas de uma imensa população que tomada pela barriga inchada de seus filhos não é capaz de imaginar, quanto mais concretizar, formas de as satisfazer autonomamente.
Por isso, que os termos inovar e empreender deviam encontrar-se morfologicamente ligados ao imaginar e ao ousar, e o que falta muitas vezes aos projectos é juntar estes 4 ingredientes todos em cadência adequada para que dos esforços que empreendemos saia produto/serviço inovador que em determinada altura ousamos imaginar e que surpreenderá o mercado suprindo necessidades que este ainda não havia sentido mas que em presença de algo que desconhece é desafiado a experimentar, e tendo sido bem feito, vai repetir e divulgar, também junto dos amigos que se encontram do lado de lá do planeta, mas que as tais nuvens mantêm unidos. E o produto imaginado por um curioso idiota, que foi concretizado numa inovação por uma equipa competente e talentosa, chega ao mercado de forma ousada por comerciais qualificados, e o empreendedor pode muito bem ter sido só o gajo da massa, ou quiçá o idiota sem massa que obtém financiamento, que outrora foi fácil, junto dos maiorais que até andavam atrás de nós para que alimentássemos os seus mapas de objectivos, e agora se consegue através do Crowndfounding, em que andamos atrás das minorias que se alimentam de ideias que aos seus olhos são boas, sem sequer apresentarmos metas, além das definidas para as ditas necessidades de financiamento, e sem estes confirmarem as dioptrias que possuem junto de um oftalmologista credenciado. E voltamos ao ciclo viciante e vicioso, de serem amblíopes a apostarem em negócios que parecem Ouro e depois nem atingem o Bronze.
Mas igualmente importante e determinante para o sucesso pode ser a decisão de munir-se de bons, ou menos bons, mas mais baratos, elementos que atuem eles próprios sobre os 4 itens.
O que nos conduz a uma outra minha teoria muito validada na cozinha, de onde alguns acham que não devíamos ter saído, e que é – nunca com delícias do mar, farás um cocktail de lagosta!…Sandra Correia

5 PASSOS PARA DINAMIZAR O SEU NEGÓCIO (E CHEGAR A DIAMANTE)

Cheguei atrasada, porque como conduzia um carro completamente fora do mercado de que se iria falar lá dentro, este não teve acesso à porta de abertura automática do estacionamento, do dito espaço onde esperava ouvir falar de formas inovadoras de abordagem aos mercados de luxo, mas devo dizer-vos que a pequenez do que me conduziu foi capaz de tirar sem roubar, o espaço que o bólide que ia à minha frente não foi capaz de encontrar no escuro que trazia dos seus vidros fumados. Na verdade, o que me levou lá – além do meu utilitário pequeno que foi capaz de encontrar estacionamento antes dos grandes, ou forças energéticas que ainda não me foram dadas a conhecer, mas que me fizeram cair de paraquedas na mesa e posição exacta onde não poderia deixar de ter estado – nem terá sido propriamente a ambição de atingir o Diamante que tão imagisticamente ilustrou o pensamento dos que, motivados a ouvir a poção mágica dos cinco dedos, encheram o auditório de braços prontos a arregaçar as mangas.

Mas, porque é minha intenção conseguir atrair os ricos, não para me financiarem o projecto de serviços inovadores de que cuidarei registar se o INPI me permitir, nem certamente para os incitar ao luxo. Mas para perceber por onde tinha que ir para os motivar a reconhecer outros valores Nacionais e Universais, superiores a qualquer par de sapatos que rende em Itália mais do que é entregue em forma de compensação por um mês de trabalho ao operador de Correaria, e que corresponde a 22 dias de esforço que este acrescenta quase sozinho, ao PIB. E também porque esses sapatos, calçam o luxo de esposas e amantes de empresários de várias nacionalidades pelo Mundo, porque as Histórias de Reinados e Rainhas da Europa são cada vez menos…a Lady Di já faleceu…e as mães por esse mundo fora voltaram a criar as filhas para as passar em catalogo através da internet aos detentores dos tais veiculos que lhes turvam as vistas e os fazem deixar cair a carteira, e que ficam encantados com o seu novo par de algo que nao tem a ver com legumes, que se deve dar aos filhos, mas com fruta que os faz lembrar de Eva* ou quiça a Madrasta da branca de neve ou NY.

Mas também ali estavam empresários famintos por comunicar ao Mundo as suas competências, serviços e produtos. De tal forma que se deslocaram, para receber de um Guru, que o conquistou, a Estratégia que venderá vontades de vencer agarradas a ambições de Hotéis Chalé, onde poderão descansar os olhos, da miséria luxuosa em que viveram a sua actividade uma vida, e em que permaneceram cegos e quedos até à reforma. Assim serão felizes quando se afastarem do consultório, onde nunca entregaram pastilhinhas de motivação ou mediram os batimentos cardíacos, e onde igualmente não identificaram na prescrição a necessidade de valorizar ou reconhecer valor às gentes que necessitam ser motivadas e encantadas para que continuem a oferecer ausências aos filhos em casa, a troco de uma mão cheia de nada, na cadeia de valor do sapato, ainda que se fartem de lhes cravar pepitas de ouro, sem retirar uma migalha que seja, para pagar o dito Chalé e a fuga do cenário de que não gostam, em que fizeram cair as suas vidas desde os primeiros anos, por falta de oportunidades e inercia directamente relacionada a pouca disponibilidade financeira e ao que isso implica na riqueza dos seus espíritos.

Falou-se bastante no que o empresário podia fazer para auscultar o mercado ou para chegar até ele, mas apontando estratégias focadas em sessões de chat entre eles próprios ou investimentos elevados em marketing, havendo inclusivé quem se questionasse o que poderia encontrar no seu pulso fechado que pudesse fazê-lo alcançar melhores resultados sem perceber que a única coisa que ele tem que pensar é em colocar as tais cenourinhas (sem dono ou cor em bandeira em substituição do seu pulso) mas que o hão-de motivar a empurrar os seus dedos e mãos, que as metem na massa, a fazer o correto e oportuno pelo seu negócio. A este pequeno-pormenor da cenoura, que só entra aqui directamente da minha cabeça, porque a dou muito aos meus filhos para que adquiram melhor visão, pode adicionar muito com sessões de brainstorming com os que fazem parte da sua casa e que são quem a fez ou fará nesses mercados que se pretendem atingir ou reforçar, muito mais, do que as suas viagens até aos mesmos, pode alcançar de resultado positivo – além do bronze da sua esposa ou secretária – ou o seu pulso fechado por muitas oportunidades de acesso a conhecimento ou herança genética que tenha tido; ou o excelente profissional do marketing digital que contratou, a quem pelo que eu percebi o palestrante, apesar da dimensão que a sua carreira alcança em comunicação on-line, e que ele refere que não são competências que lhe caibam, nem sequer trata como seu colaborador quanto mais parceiro.

Foi trazida ao debate, por alguém que também lá estava porque a sua carteira da escola igualmente havia escondido sonhos de melhor amanhã para todos, e estou quase certa também conduziria bólide menos fumado nos vidros, a questão de como atingir necessidades sentidas em mercados menos luxuosos, cujos potenciais clientes, não têm capacidade de as suprir. E fugiu-se da análise ao assunto, como o diabo da cruz, como se a questão fosse capaz de nublar o pedacinho de céu que queremos que todos acreditem que podemos alcançar como nosso (por cima do dito Chalé afastado das misérias do mundo) com a venda da ideia luminosa que dali saísse. A esse senhor a quem, vá-se lá saber por quê, eu seguia em posição de cadeira, e que ficou igualmente sem resposta inovadora eu aconselho a acompanhar-me na rede e ler entre as linhas repletas de boas intenções, a estratégia. Porque essas intenções foram tão boas que foram capazes de alcançar mais de (22 ontem) 29.000 cibernautas (com as palavras dos conteúdos a que eles acedem e que eu retirei para marcar do texto) em apenas 4 dias com os meus posts nos 10 Países de Língua Oficial Portuguesa, por onde espalhei palavras, que seguiram em cabos de fibra por 28 euros que paguei com gosto (apesar de a crédito**) pela parceria que estabeleci com o Zuckerberg, e a quem apesar de não compreender patavina de Português não precisei de traduzir informação.

Para quem se espantou com a grandeza e/ou pequenez dos números do alcance das palavras que lancei em Português, algumas delas antigas e gastas, e sem qualquer beneficio no passado, e que para muitos que por lá passaram apenas estariam a ser lançadas ao vento e a alimentar o meu lirismo, eu refiro e alerto que esses 10 países, representam países se calhar pequenos…em ambição, pequenos em passados, em presentes ou futuros, mas correspondem a 4% da população Mundial, o que traduz uma diferença de uns míseros 0,59 pontos percentuais em relação à População Estadunidense por exemplo (não tão míseros se falarmos em peso, do que lá se recebe em hamburgers Macdonalds, e do que cá se perde em motivos, que nas minhas casas internáuticas já identifiquei) ou até apenas a 15 p.p. de distância dos Chineses, que toda a gente sabe que são mais que as (más) mães para muitos. E mais espantoso ainda, que nunca tinha parado para pensar e fazer contas, a língua portuguesa é falada pelo equivalente a 53% dos indivíduos que vivem nesta Europa que integramos, e que fala uma multiplicidade de línguas, que alguns teimam em fazer entender os Americanos ou Ingleses outros os Franceses, outros os Espanhóis, e as línguas menos presentes reduzem-se à sua insignificância com base em falta de preponderância de falantes. Mas nós não, nós traduzimos para Inglês as nossas comunicações, não pela humildade de quem se acha menos no mundo, apesar de ter mais gente a compreender a sua língua do que a Merkel que só fala para dentro, mas pela pretensão de querer parecer maior que os outros, ao aproximar-se dos que o dominam com nomes de marca que nada dizem se as traduzir para a riquíssima Portuguesa de Camões, ou slogans de música pimba para vender ópera a eruditos, só porque na sua ignorância acham mais sonantes palavras como Love em vez de Amor, que nem sequer tem copas ou Ases a sustentar a estratégia de comunicação.

Assim com estas pequenas e grandes distâncias de peso de falantes, que vos transmiti a titulo de exemplo, eu justifico-vos e tento convencer que não deveríamos ter que traduzir o FEITO EM PORTUGAL COM AMOR*** na língua de Camões – ou se não quiserem apelar a essa grande mais-valia que nos pertence – apelem à língua do Eusébio, da Amália, da Marisa ou do Ronaldo, todos eles com nomes bem portugueses, mas dos que são melhor soletrados pelo povo – para facilitar o entendimento do Mundo: do carinho que despertam as peças do fazer Português; ou porque faz de nós mais presentes no seu seio que os próprios Americanos, que não possuem sequer os diamantes que andam pelas Africas a ser colhidos de gupiares que falam e cheiram português, e ainda lá têm mais de meio milhão de inteligentes que fugiram ao pretensiosismo que marca a nossa economia, para marcar a deles com feitos heróicos só possíveis porque são portugueses.

Este último parágrafo do relato de opiniões, entregues a quem quiser e tiver capacidade de recebe-las, acabou por ser inspirada pelos empáticos e todos os outros adjetivos que já por aqui me ocorreu associar a quem aprecia arte, um empreendedor e esposa igualmente AAA, com quem troquei citações e poemas de Fernando Pessoa e Miguel Torga, enquanto não nos serviam o jantar que acabamos por ter que recolher nós próprios antes que arrefecesse****, e que como eu almejamos melhores futuros para os netos***** e contribuir de forma positiva para o alcance de melhores posições do vermelho e verde nos mapas ilustrados mundiais.

Não queria encerrar este rol de opiniões com que ocupei a noite e o espirito, sem oferecer o meu aplauso ao esforçado e igualmente inteligente Mentor, de cuja carreira eu me manterei seguidora, se me deixar depois disto, ou mesmo se sobreviver a isto, mas porque igualmente me interessam as carreiras de cientistas e artistas que levam longe a arte, engenho e talento Portugueses, apesar de muitas vezes comunicarem em Inglês, e eu até possuir o British. Porque tal como lhe disse presencial e sinceramente, aprendi muito nesta sessão, o que não lhe disse foi que o fiz porque tenho capacidade para não fechar ouvidos ao que me é oferecido em informação nova, mesmo que possa considera-la pouco valiosa, para os valores que defendo e que importa perpetuar e fazer eco no Planeta, ou se calhar até o é…pelo que não é e não tem….

* Que me desculpe a Evinha que entrou na nossa vida para o bem, e que não é de certeza a que veio aqui reforçar uma ideia menos boa

** Continua…num dos sitios que visito à noite, quando conseguir acabar a frase longa que iria introduzir neste texto – entediando os leitores que têm velocidades mais controladas na receçao da mensagem do que eu tenho na sua transmissão, e diluindo a força da mensagem – que me valerá uns mil, querendo alcançar eu outros 500…dos que se interessam sobre o que eu penso sobre o que se passa com o sistema financeiro nesta coisa do abnegar, acreditar e agradecer

*** Que também foi feito de empresário mais pequeno que alguns que lá estavam, mas muito maior nos três A’s, não teve foi força para quebrar barreiras e coragem para a defender junto do comprador Francês para quem aceitou bordar em Inglês faltando-lhe apenas colocar vida alemã em letras que também lembram vida em Inglês .

**** Porque os funcionários em que estaria previsto investir para servirem os vendedores de luxo quando eram 50, acabaram, porque não chegavam para os 75 que apareceram, por ser dispensados todos, deixando por servir os apenas meia duzia para quem o beber as palavras proferidas nas mesas foi mais importante que o Banquete que nos foi servido em self service, que ainda não percebi o que tem a mais em luxo do que a minha cozinha, onde os pratos são servidos quentes…

***** Porque nos bisnetos nao sei se nao estarão ja cá os marcianos a falar a lingua deles…e a deitar por terra toda esta riqueza de discurso feito Lingua Portuguesa…

Sandra Correia

CICLO ECONOMICO VICIADO E VICIOSO

Vou contar-vos uma história real da economia atual, que só quem não conhece o ponto de interrogação não se interroga.

Passei por uma grande cadeia de tecnologia e multimédia, cujo serviço sempre faz sorrir o mais cético e crítico dos clientes, para adquirir “à lá longe”, equipamento básico que me faltava para trabalho e lazer.
Eis se não quando me deparo com portáteis Apple (que era o que eu queria, mas lamentavelmente não podia) a perfilar-se lado a lado com uma marca que o simpático funcionário me indicou ser chinesa, e quando lhe sugeri que quereria algo fora desses mercados de produção de tecnologia, preferencialmente norte-americano, referiu-me: “…mesmo que fuja à marca cerca de 90% dos componentes são igualmente deles”. E a mesma percentagem terá sido referida como a de equipamentos que a própria marca (cadeia) vendia.
Desta maneira fiquei muito mal impressionada com o responsável pela seleção da oferta ou pelos fornecimentos, é que apesar da maioria dos equipamentos serem chineses e, de toda a gente saber que eles recebem em malgas de arroz, essas marcas apresentavam o mesmo preço de venda ou equivalente a um norte-americano com mesmas características ou inferiores.
Porque não nos interrogamos todos assim. E fazemos greve, nessa cadeia de venda de tecnologia, e noutras, ao Made in China, que é de onde provêm maioritariamente (além de leste europeu, India e América do Sul) as mensagens de “socorro que estou escravizada”.
Puxei, de regresso a casa, noticias recentes sobre os ditos recados que há algum tempo tinha ouvido ser associado às maiores cadeias de comércio a retalho de moda. E deparei-me com uma noticia citando um dos responsáveis pela dita cadeia de produção de moda em série, a maior do Mundo, que havia sido acusada, e dizia o senhor: “É completamente inverosímil essa acusação porque um recado integrava um produto Made in Roménia, e outro na India.”
• Isto ou qualquer coisa assim – que não sou capaz de encontrar novamente a noticia, o inverosímil entrava e a India também, à Roménia posso ter trocado o nome…
Eu digo – inverosímil é a tia do senhor fabricar t-shirts na garagem dela, e mesmo assim às vezes acontece, mas o sucedido, agravado pelo dito, só prova, que há mesmo muita gente, não só a ignorar estes sucessivos sucedidos, como a torcer para que todos nos calemos.
Depois é preocupante que ninguém pense porque é que os computadores, portáteis ou desktops, largamente que são conhecidas as propriedades impermeabilizantes do plástico e seus derivados, não tenham ainda encontrado material que não queime ao aquecimento, se é que é esse o problema, mas proteja de desastres com água as componentes fundamentais de hardware?
Se assim fosse eu não estaria agora a contar-vos esta história e o meu portátil norte-americano com 6 meses teria sobrevivido. Assim adquiri um novo, e o Microsoft Office completo que havia comprado aos mesmos 6 meses porque me chegou numa caixinha com um cartãozinho, que eu ativei na internet, acabou por ficar irrecuperável porque perdi o cartãozinho.
Como os nossos sistemas de segurança na internet permitem fechar tantos buracos, janelas e portas, e não se dedicam, além da pesca em mar alto, mais ao abrir de alguns buraquinhos com sistemas inteligentes, não preguiçosos? Facilitem a preguiça do cliente não do fornecedor por favor…
Ou seja, acabei por lançar um sururu na loja e nos seus clientes, a maioria a olhar-me como se a louca fosse eu, e sem louco-motivação nenhuma para mudarem esse pensamento, ou contribuírem igualmente para a mudança e ciclo viciado e vicioso em que a nossa Economia entrou, e alguns pataratas nem sabiam a que me referia.
Continuamos sim a comprar nas ditas cadeias o made in china “polque é balato, balato”. Mas não porque queremos abrir uma poupança, mas porque o que ganhamos a trabalhar, para fornecer as ditas cadeias, de moda, de tecnologia, do que seja, não corresponde ao digno, justo e suficiente, para depois nos venderem o caro.
Este o vicio da economia atual aos olhos de quem quiser ver, com eles de ver, e quem conhecer os pontos de interrogação e exclamação, pode sempre colocar novas questões e dar opiniões exacerbadas, não temendo ser apelidada de louca, porque em loucura anda a nossa economia e sociedade.
Se fizermos todos um pouquinho de turbilhão nas águas, vamos criar uma força de corrente positiva, que forçará à inversão dos fatores determinantes para a produtividade e a produção balata, sem ter que retirar ao fator trabalho para entregar ao capital.

Sandra Correia T

TEMPO É DINHEIRO

Penso que chegamos a uma situação de tal calamidade nas regras de mercado e especialmente do mercado de trabalho, depois desta crise, contração de procuras e excessivo desemprego, que o processo ficou totalmente desvirtuado.

O risco do negócio deverá ser assumido sempre pelo detentor do capital – cabe ao empresário, não ao trabalhador, investir na empresa, previamente a entrada no mercado.

Não é suposto, segundo as regras de mercado, que seja o trabalhador a investir ele o que vende no mercado – tempo, conhecimento e competências – no negócio do empresário, se o quiser integrar posteriormente como “trabalhador” – não detentor do capital – ainda que possa vir a beneficiar com remuneração variável, em função da sua contribuição efectiva (venda/execução) para o crescimento desse capital, como forma de motivação e incentivo a superação.

 

Têm proliferado, com a crise, os modelos de negócio baseados na oferta de serviços pelos detentores de capital, serviços esses prestados por subcontratados, não assalariados, que em situação de desemprego ou redução de rendimento, aceitam vender o seu tempo, conhecimento e competências, a troco de uns trocos. Neste caso é lhes normalmente acenada a hipótese de integrar a empresa, se e quando o negócio vingar. Ou seja, passa a ser o potencial trabalhador a investir ele o seu capital humano, vendendo-o abaixo do seu real valor (face ao que rende na venda ao consumidor final), no negócio de quem se manterá detentor do capital em troca da sua manutenção como trabalhador, apenas com a diferença de ter responsabilidades fiscais e tributárias cumpridas (quando tem).

Outra situação em que penso, é que não me parece justificável, em vários modelos de negócio, que não se remunere esforço físico e mental e tempo se não existirem resultados. Novamente o risco do negócio é assumido pelo trabalhador, que cede os seus ativos, neste caso até gratuitamente, considerando que o acesso a remuneração variável deveria apenas significar prémio como forma de motivação a melhores desempenhos e cada vez maior contribuição para o crescimento do capital do empresário.

Sandra Correia

UM BOM TRAILER

O que louco-motiva (palavra minha –entenderam meninos, não se usa(,) “esta” fora do acordo – que fica registada na rede e na memória desta idiota que lhe deu outro significado, depois de alterar o seu sentido de família do tradicional para o feliz), também se faz de dificuldades e impedimentos, e da tal busca, por acto reflexo, da solução antes do problema, de que já vos falei por aqui.
Assim a artista, depois de ter investigado durante três ou quatro dias o que impedia o registo online que pretendia, por estratégias de análise e eliminação de causas, alterando ou acrescentando informação adicional ao processo, mudando de browser, sistema operativo, computador e até posição na cadeira… enquanto esperava que alguém recuperasse a comunicação com o mundo e substituísse a mensagem de indisponibilidade do lado de lá da linha do dito instituto publico ao serviço do bem-estar, e em beneficio das populações e por conseguinte, das “economias” que nesse Estado dominam ou deviam dominar, e não tendo obtido sucesso, decidi mandar uma mensagem curta, rápida, objectiva e clara, como eu queria que fosse a reacção do receptor, com o seguinte português:

Bom dia,
Estando há já 3 ou 4 dias a tentar repetidamente efectuar o registo…, realizando para o efeito todos os passos que em anexo v. envio (printscreens do procedimento e informação introduzida em cada passo), invariavelmente o processo para no quadro final não prosseguindo para a emissão de códigos de pagamento multibanco nem me devolvendo confirmação de registo.
Pretendia que me indicassem por favor se estou a realizar algum procedimento de forma incorrecta ou como posso resolver a situação de forma célere.
Aguardo assim as V. instruções, cumprimentos

****** 30 horas ainda sem resposta e sem linha de atendimento telefónico disponível, o desenho que dirigi aos senhores já passou a ser:
******

Boa tarde,

Esta indisponibilidade de meios e formas de contacto, imediato e breve, tem tudo a ver com a Desburocratização e Simplificação de processos de que tanto se fala e almeja no Sector Público Estatal. De facto o processo está tão simplificado, desburocratizado e célere que, não fosse a determinação, pragmatismo, sentido de Nação, e falta de meios financeiros e recursos linguísticos em Chinês, dos criadores e inventores deste país, e antes do INPI despertar do sono cibernético profundo em que caiu há uns dias, e permitir o registo da ideia peregrina, que algum visionário pretende disponibilizar em língua portuguesa ao Mundo, iríamos ter os chineses a vendê-la em China Town aos pacotinhos, ainda antes de nós a modelarmos e montarmos o processo de fabrico em Portugal.

Por isso meus senhores dêem lá corda aos sapatos que vos traz agarrados ao chão e vos tolhe as soluções, e prossigam com a emissão rápida dos salvo-condutos já que, esta pessoa pretende levar o seu projeto ao sucesso sem incómodos ou contratempos e RÁPIDO. De preferência, antes que um drone mentalista chinês aqui passe – daqueles que roubam inovações das que são obrigadas a ficar suspensas sobre as nossas cabeças, pelos Serviços Públicos – e registem e realizem as representações mentais que recolherem pondo-se a vender ao desbarato a valiosíssima ideia de uma Portuguesa burra, por acreditar tanto na capacidade do Ministério de Justiça Portuguesa como tem fé no menino Jesus.

Muito agradecia que se acendessem luzes por aqui, estou há já não sei quantos dias a aguardar que nasça a solução para o problema abaixo referido e a vós remetido há já 30 horas.

Antecipadamente Grata

Nem 5 minutos depois pediam-me contacto telefónico, espero que para se desculparem pessoalmente, que a dita chamada terá ficado atada ao fio que carregava o meu telefone desligado sem eu me aperceber. Estou certa ficará esta reclamação, afixada na memória do polido e delicado funcionário público que, apesar de estar chateado com a pouca vida que a muita carga fiscal lhe impôs ao que fazia fora dali, estou certa de que sorriu, e a entendeu, solicitando-me o telefone para que comunicássemos mais empaticamente sobre o sucedido.

Eu porque sou uma artista generosa, partilho convosco porque a estratégia resultou na perfeição. Tem tudo a ver com o poder da palavra e com o poder da imagem. E desafiar mentes inteligentes a visualizar cenários de filme através da história que lhes contamos, deixá-las-á satisfeitas e prontas a fazer feliz o artista, como qualquer uma que aprecia um bom livro ou um bom filme e segue o seu Trailer*.

*Atenção que a estratégia é capaz de não resultar, ou pelo menos não tão rapidamente, se o receptor for antes adepto da Teresa Guilherme e ocupar todos os seus intervalos de jornada…com os Trailers dela.

Sandra Correia

 

 

ODE AO RAI’ QUE VOS PARTA

Era uma vez uma empresa. 
Era uma vez uma colaboradora. 
O quanto que colaborou a colaboradora, 
Foi o que a empresa aproveitou,
No período que mediou entre a necessidade e 
O adeus sem saudade que lhe entregou.
Depois perdeu-se em caminhos curtos de ética, 
parcos de honestidade 
e escassos em generosidade. 
Assim para que jamais lhe ocorra o mesmo, 
A dita colaborante ofertou
a grandiosa quantia que lhe era devida
a favor da dita empresa que a explorou,
para que os seus caminhos de maldade 
jamais prejudiquem novos elementos
e em responsabilidade social o invistam. 
Quiçá em espaço de oração feito canção. 
Que espie pecados do patrão
E das colaborantes sem valor humano
Que tienen su cabeza en la mano
E quanto ao “boleto” que queriam
Procurem no escuro pode ser que brilhe
Como os documentos que alguns não viam
Empilhados debaixo do imenso milho
Tornado esterco pelas galinhas
Que lá não põem ovo
Mas recolhem pinto
E Deus sabe que eu não minto.

Ilia Mar

 
 

 

DA CONSIGNAÇÃO À ABNEGAÇÃO

 
 

O que falta à classe política, nem será falta de criatividade, porque essa, até sobeja, se pensarmos nas tais artes de artistolas ardilosas, que são sistematicamente esquematizadas ao pormenor nas suas ilustres mentes. Agora pensem comigo, porque não usam eles essas artes para colher os frutos do que promovem e facilitam… Eu explico: O lucro e a obtenção do lucro, o facilitar a obtenção do lucro, o acumular de lucros e rendimentos de muitos poderia ser traduzido em intervenção social do Estado camuflada de incentivo económico. Ou seja, se em vez de: definirem uma quota de consignação de imposto sobre o rendimento dos particulares, medida que de resto a grande maioria dos contribuintes desconhece, porque o Estado de tão miserável nem sequer, alerta – com neons como faz com a e-fatura e os seus e-bólides sorteados – para a possibilidade de o contribuinte poder beneficiar com uma quota do imposto que lhe foi debitado, por rendimentos de trabalho e outros singulares, impondo ao Estado a sua transferência para IPSS´s ou Entidades Religiosas, que o contribuinte deveria identificar na sua declaração de Rendimentos (se alguma instituição lhe tivesse enviado o número de contribuinte e a sugestão para o fazer)… então senhores iluminados, porque não pegam na boa ideia e definem uma taxa de abnegação nomeada voluntária (como os voluntários nomeados para delegados de turma, que eram sempre os mesmos na escola), que poderia aplicar-se por exemplo nas distribuições de dividendos aos investidores ou nos pagamentos de prémios aos administradores…começaria por aqui, já que fazer crescer carga fiscal sobre lucros, ou desviá-la para crianças, animais e idosos, parece neste país de iluminados, ideia de mera retórica feminina.
Pela leitura breve e diagonal (porque não me pagam para preencher declarações de IRS, ou sequer tenciono saber muito de tudo, que encheria ainda mais o preço das minhas competências e aumentaria ainda mais a % de promoção que pratico actualmente no mercado de trabalho… juntamente com a minha frustração) que efectuei aos Códigos de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares e Estatuto de Benefícios Fiscais, parece-me que além da idiotice-more de traduzir agora o valor de consignação pelo “incentivo” ao consumo e à luta contra o mercado negro, que nos deixa a todos negros e pesados de facturas que, solicitamos por tudo e por nada, e os Sistemas de Informação do Estado carregados de boas dicas sobre consumos, gastos, e segredos dos contribuintes lorpas, que pela meia dúzia de tostões que beneficiam ao nomearem-se numa factura, que possam vir a obter, ou pelo acesso a um carrão que consome mais gasóleo que o seu rendimento pode algum dia alcançar, saem por aí a decorar o número de contribuinte e a soletrá-lo nas caixas de supermercado, stands automóveis, lojas de tecnologia ,Motel’s, sex shops, e sabe-se mais que despesas que escondem das mulheres e pretendiam ocultar do fisco, mas não ocultam dos olhares, que não são de melhor futuro, dos que conduzem o comboio ao circo das vergonhas.
Agora imaginem o significado que poderia ter sobre as intervenções empresariais, sem fins lucrativos é certo, mas com benefícios sociais para uma imensa franja de população, junto de quem o Estado não cumpre o seu papel de Estado Social, e quem gere e administra essas verbas de forma adequada – não acumulando despesas que nada têm a ver com as acções sociais que lhes é suposto impender – possa com visão estratégica e empresarial levar a cabo auxílios e proporcionar bem estares que sobram nas casas dos administradores ou beneficiários de dividendos, que muitas vezes vêm dos consumos passados de quem hoje necessita desse auxilio.
Ou seja devemos acreditar nos projectos com valências sociais e que não visem o lucro ou o desvio de verbas provindas do Estado e dos bolsos dos contribuintes, para causas menos meritórias. Deverá ser efectuado um trabalho de análise, sério e eficiente sobre os projectos designados a receber as verbas voluntariamente nomeadas como necessárias, provindas da tal fiscalidade da abnegação (para a qual contribuiriam em forma de responsabilidade social imposta, investidores e administradores bem sucedidos), mas por entidades que avaliem intervenções, capacidades e competências de forma séria e objectiva, existindo até um bom exemplo de entidade competente neste papel a trabalhar em parceria com o IEFP nos acessos ao microcrédito, que financia igualmente bons projectos com vocações sociais. Não deverão ser abnegadamente entregues verbas a Fundações tituladas por mentes infantis, insanas e que demonstram uma falta de respeito pelos animais idosos, e passam maus exemplos a crianças ou má imagem do País ao Mundo, como filmes de passeios feitos a cavalgar tartarugas com perfeito desprezo pela sua (da tartatura) idade e a que podem alcançar.
E até reconheço alguma esperança na Taxa Adicional de Solidariedade, mas aplicá-la maioritariamente, numa percentagem máxima de 5%, a quem aufere (declarados) num mês 194% acima do que a maioria dos trabalhadores recebe num ano, parece-me um pouco complacente demais com a desproporção de riquezas, constante e crescente no nosso humilde país.

Sandra Correia

AGENDA AUDIO-RESPONSIVA DIGITAL

Detesto quando não cumpro o prometido ou combinado, sempre e em tudo é assim comigo. Pois hoje aborreci-me de manhã. Depois de regressar já hoje da viagem de ontem à capital, ter passado metade da noite a escrever e ter realizado reunião importante à primeira hora da manhã passou-me completamente a que havia agendado com outro parceiro para uma hora depois e fiquei tão zangada comigo que resolvi pensar em solução para o meu problema. Meu que vos digo agora acredito seja de muitos mais, a combater a crise em várias frentes, muito na estrada, sem meios imediatos de registo que não nos façam tirar os olhos da estrada. Marco reuniões que só serei capaz de registar quando paro e depois voam porque entretanto a viagem até ao local de destino foi longa e o caminho todo ele percorrido de inspirações.

Assim a app em que pensei hoje e que calculo seja até simples de desenvolver, seria uma agenda áudio-responsiva-digital. Não sei se existe, mas eu queria que sempre que faça oralmente referência a uma data e hora ao telemóvel (ou introduza uma determinada palavra senha, tipo “reunião”, no diálogo) ela registasse compromisso em calendário e apontasse alarme e todas as ações a partir de predefinição previamente formatada por mim. Depois deveria ser capaz de detetar sobreposição de marcações e alertar em áudio em simultâneo com a ocorrência que, a data e hora não está disponível, ou até novamente como resposta a senha ou frase tipo “vou ver disponibilidade …esta semana…no dia 23…próxima semana…etc” responder com indisponibilidade nos ditos períodos – “Não pode 3ª manha, 5ª tarde, etc.”.

Agora sejam pragmáticos, imaginativos e criativos e adicionem as funcionalidades que lhes pareçam uteis às necessidades que este produto deverá satisfazer.

Por isso, criativos deste País que estão a ler este texto, retirem benefício económico da ideia, com a vossa capacidade de concretização, mas se são honestos, generosos e sensíveis, entreguem uma percentagem desses ganhos a causas sociais e beneméritas que esse, também é o desígnio desta artista que vos passou este furo e necessidade que penso ainda não satisfeita, enquanto viva na vida de muitos profissionais que passam muito tempo na estrada, e com compromissos diversos.

Sandra Correia T

Se tem algum tema ou assunto de âmbito económico ou empresarial, que pretende apresentar de forma mais delicada ou animada, ponha-nos à prova até 31-12-2017 este serviço será oferecido

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