POESIA NOS NEGÓCIOS

Como comunicar melhor negócio?

 

DO COCÓ DO NUNO MARKL à CÁCA DO BILL GATES

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O que têm em comum estes dois projectos? Eu digo: ambos dignificam a porcaria, e usam a merda em causas limpas e nobres.

Não percebi porquê Mark Zuckerberg bloqueou o Markl, pois se o seu cocó é uma imagem de corpo inteiro de uma menina sorridente e maquilhada com ar simpático, e esses são mesmo os posts que por aqui rendem mais likes. Que mal pode ter coloca-la a sair de um rabo qualquer que mais não é do que a representação do imaginário de uma criança pequena que por acaso é seu filho e lhe pediu que o fizesse. Não se pode negar um pedido de uma obra nossa à nossa obra, nem que esse pedido encerre desenvolvê-la sobre porcaria. Se isso não bastasse a dita personagem ganhou ainda mais dignidade, e o Markl ainda mais o meu respeito e admiração quando a associou a um projeto a que sou particularmente sensível, como mãe que também sou, e fez reverter na íntegra o valor da venda de t’shirts com a sua menina cocó imaginada de pai para filho, nos pequenos filhos da má sorte, que se encontram hospitalizados no serviço de pediatria do IPO de Lisboa.

Em analogia com este pequeno passo de grande artista, um enorme progresso tecnológico de um rico filantropo em benefício da humanidade. Bill Gates resolveu investir num projeto de caca - digníssimo, apesar de ter como inputs as nossas próprias cagadas, mas que promete ser tão revolucionário, e contribuir tanto para o benefício humano, como a entrada das janelinhas há uns anos atrás o foi nas nossas vidas. Já estou a imaginar: - tens sede? Espera aí um bocadinho que vou ali dar uma cagada, já te trago um copo de água… É quase tão hilariante como a pequenina cagalhota do Nuno Markl, mas verdadeiramente fantástico pode ser o que isso pode representar, assim espero, nos bilhões de pessoas com sede no mundo.

Por isso nunca se deve olhar um projeto pelas aparências ou avaliá-lo pela repugnância que algum dos seus integrantes nos cause, há sempre coisas maiores em cada pormenor menos agradável da vida, que criativos inteligentes hão-de usar, em benefício da Humanidade, e por isso também terão  o meu apoio, admiraçao e divulgação.

Sandra Correia T

LOUCOMOTIVADA COM DIFICULDADES…

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O que louco-motiva (palavra minha –entenderam meninos, não se usa(,) “esta” fora do acordo - que fica registada na rede e na memória desta idiota que lhe deu outro significado, depois de alterar o seu sentido de família do tradicional para o feliz), também se faz de dificuldades e impedimentos, e da tal busca, por acto reflexo, da solução antes do problema, de que já vos falei por aqui.

Assim a artista, depois de ter investigado durante três ou quatro dias o que impedia o registo online que pretendia, por estratégias de análise e eliminação de causas, alterando ou acrescentando informação adicional ao processo, mudando de browser, sistema operativo, computador e até posição na cadeira… enquanto esperava que alguém recuperasse a comunicação com o mundo e substituísse a mensagem de indisponibilidade do lado de lá da linha do dito instituto publico ao serviço do bem-estar, e em beneficio das populações e por conseguinte, das “economias” que nesse Estado dominam ou deviam dominar, e não tendo obtido sucesso, decidi mandar uma mensagem curta, rápida, objectiva e clara, como eu queria que fosse a reacção do receptor, com o seguinte português:

******

Bom dia,

Estando há já 3 ou 4 dias a tentar repetidamente efectuar o registo..., realizando para o efeito todos os passos que em anexo v. envio (printscreens do procedimento e informação introduzida em cada passo), invariavelmente o processo para no quadro final não prosseguindo para a emissão de códigos de pagamento multibanco nem me devolvendo confirmação de registo.

Pretendia que me indicassem por favor se estou a realizar algum procedimento de forma incorrecta ou como posso resolver a situação de forma célere.

Aguardo assim as V. instruções, cumprimentos

 

****** 30 horas ainda sem resposta e sem linha de atendimento telefónico disponível, o desenho que dirigi aos senhores já passou a ser:

******

Boa tarde,

Esta indisponibilidade de meios e formas de contacto, imediato e breve, tem tudo a ver com a Desburocratização e Simplificação de processos de que tanto se fala e almeja no Sector Público Estatal. De facto o processo está tão simplificado, desburocratizado e célere que, não fosse a determinação, pragmatismo, sentido de Nação, e falta de meios financeiros e recursos linguísticos em Chinês, dos criadores e inventores deste país, e antes do INPI despertar do sono cibernético profundo em que caiu há uns dias, e permitir o registo da ideia peregrina, que algum visionário pretende disponibilizar em língua portuguesa ao Mundo, iríamos ter os chineses a vendê-la em China Town aos pacotinhos, ainda antes de nós a modelarmos e montarmos o processo de fabrico em Portugal.

Por isso meus senhores dêem lá corda aos sapatos que vos traz agarrados ao chão e vos tolhe as soluções, e prossigam com a emissão rápida dos salvo-condutos já que, esta pessoa pretende levar o seu projeto ao sucesso sem incómodos ou contratempos e RÁPIDO. De preferência, antes que um drone mentalista chinês aqui passe - daqueles que roubam inovações das que são obrigadas a ficar suspensas sobre as nossas cabeças, pelos Serviços Públicos - e registem e realizem as representações mentais que recolherem pondo-se a vender ao desbarato a valiosíssima ideia de uma Portuguesa burra, por acreditar tanto na capacidade do Ministério de Justiça Portuguesa como tem fé no menino Jesus.

Muito agradecia que se acendessem luzes por aqui, estou há já não sei quantos dias a aguardar que nasça a solução para o problema abaixo referido e a vós remetido há já 30 horas.

Antecipadamente Grata

******

Nem 5 minutos depois pediam-me contacto telefónico, espero que para se desculparem pessoalmente, que a dita chamada terá ficado atada ao fio que carregava o meu telefone desligado sem eu me aperceber. Estou certa ficará esta reclamação, afixada na memória do polido e delicado funcionário público que, apesar de estar chateado com a pouca vida que a muita carga fiscal lhe impôs ao que fazia fora dali, estou certa de que sorriu, e a entendeu, solicitando-me o telefone para que comunicássemos mais empaticamente sobre o sucedido.

Eu porque sou uma artista generosa, partilho convosco porque a estratégia resultou na perfeição. Tem tudo a ver com o poder da palavra e com o poder da imagem. E desafiar mentes inteligentes a visualizar cenários de filme através da história que lhes contamos, deixá-las-á satisfeitas e prontas a fazer feliz o artista, como qualquer uma que aprecia um bom livro ou um bom filme e segue o seu Trailer*.

*Atenção que a estratégia é capaz de não resultar, ou pelo menos não tão rapidamente, se o receptor for antes adepto da Teresa Guilherme e ocupar todos os seus intervalos de jornada…com os Trailers dela.

Sandra Correia T

TEMPO É DINHEIRO

photo-1456574808786-d2ba7a6aa654Penso que chegamos a uma situação de tal calamidade nas regras de mercado e especialmente do mercado de trabalho, depois desta crise, contração de procuras e excessivo desemprego, que o processo ficou totalmente desvirtuado.

O risco do negócio deverá ser assumido sempre pelo detentor do capital - cabe ao empresário, não ao trabalhador, investir na empresa, previamente a entrada no mercado.

Não é suposto, segundo as regras de mercado, que seja o trabalhador a investir ele o que vende no mercado – tempo, conhecimento e competências - no negócio do empresário, se o quiser integrar posteriormente como "trabalhador" - não detentor do capital - ainda que possa vir a beneficiar com remuneração variável, em função da sua contribuição efectiva (venda/execução) para o crescimento desse capital, como forma de motivação e incentivo a superação.

Têm proliferado, com a crise, os modelos de negócio baseados na oferta de serviços pelos detentores de capital, serviços esses prestados por subcontratados, não assalariados, que em situação de desemprego ou redução de rendimento, aceitam vender o seu tempo, conhecimento e competências, a troco de uns trocos. Neste caso é lhes normalmente acenada a hipótese de integrar a empresa, se e quando o negócio vingar. Ou seja, passa a ser o potencial trabalhador a investir ele o seu capital humano, vendendo-o abaixo do seu real valor (face ao que rende na venda ao consumidor final), no negócio de quem se manterá detentor do capital em troca da sua manutenção como trabalhador, apenas com a diferença de ter responsabilidades fiscais e tributárias cumpridas (quando tem).

Outra situação em que penso, é que não me parece justificável, em vários modelos de negócio, que não se remunere esforço físico e mental e tempo se não existirem resultados. Novamente o risco do negócio é assumido pelo trabalhador, que cede os seus ativos, neste caso até gratuitamente, considerando que o acesso a remuneração variável deveria apenas significar prémio como forma de motivação a melhores desempenhos e cada vez maior contribuição para o crescimento do capital do empresário.

Sandra Correia T

O PROBLEMA NÃO É DO MERCADO

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Já não me parece mais plausível, alguém referir que o problema é do mercado!... Se calhar não é o mercado que não compreende as mais-valias que temos para oferecer, mas nós que não as criamos ou mostramos devidamente, ou o tamanho da nossa ambição não se verte em estratégias ganhadoras e pioneiras, mas dilui-se em aversões ao risco que só desaparecem quando ganhamos alguma influência no poder de compra daqueles a quem vendemos o que temos. E como tudo isto pode ser um jogo viciante e viciado!... Não, o problema não é do mercado, o problema é de quem pensa pequenino e acha que é no seu umbigo que se esconde o ponto de equilíbrio dele, qual bola de cotão, vendida como refugo de diamante. Por vezes, como já por aqui falei, as ideias menos bem cheirosas e mais simples atingem grandes objectivos, e são criados grandes projetos empresariais a que o mercado reconhece valor, outras vezes isso mesmo é feito com base em ilusões, de banhas da cobra vendidas por serpentes enfeitadas que enfeitiçam com ousadia comercial, e quem verdadeiramente tem a vender ao mercado mais do que promessas vãs de produtos ocos, nunca chega a chegar lá porque deixa desvanecer a sua força e ambição, nas contas de segurança social ou salários que terá que pagar para isso, a comerciais competentes, e estrategas operacionais experimentados (sim! porque a estratégia é definida no topo mas é concretizada no chão…), que fariam o seu negócio chegar ao mercado que poderia até ser lá longe, mas que tem portadas abertas para chegar pertinho de nós se for bem chamado. Mas o problema nesta Era (a da comunicação) nunca estará no mercado porque, tal como a história já demonstrou, há uma imensidão de oportunidades que se criam diariamente por esse mundo fora e que agora se encontram acessíveis a todos junto com as nuvens que passaram a pairar sobre a nossa cabeça sem choverem, e um espaço cibernético despudorado, atrevido, e ávido de novidade e modus operandi pioneiros, pelo que qualquer um poderá nele entrar em banda larga se não tiver vistas estreitas. E também, no mercado atual, que é global haverá sempre aqueles que ganham suficiente e se motivam a valorizar as mais disparatadas criações, que não lembrariam ao diabo, mas lembraram a mentes curiosas e que empresários determinados concretizaram, e os outros que não terão para comer, ou para cuidar a saúde dos filhos a quem podemos igualmente dar projectos empresariais com outras vocações, mais próximas de Deus, financiando - através dos disparatados projectos que ganham dinheiro à custa de satisfação de necessidades que ninguém alguma vez imaginou que pudessem existir ou ser satisfeitas - as básicas de uma imensa população que tomada pela barriga inchada de seus filhos não é capaz de imaginar, quanto mais concretizar, formas de as satisfazer autonomamente. Por isso, que os termos inovar e empreender deviam encontrar-se morfologicamente ligados ao imaginar e ao ousar, e o que falta muitas vezes aos projectos é juntar estes 4 ingredientes todos em cadência adequada para que dos esforços que empreendemos saia produto/serviço inovador que em determinada altura ousamos imaginar e que surpreenderá o mercado suprindo necessidades que este ainda não havia sentido mas que em presença de algo que desconhece é desafiado a experimentar, e tendo sido bem feito, vai repetir e divulgar, também junto dos amigos que se encontram do lado de lá do planeta mas que as tais nuvens mantêm unidos. E o produto imaginado por um curioso idiota, que foi concretizado numa inovação por uma equipa competente e talentosa, chega ao mercado de forma ousada por comerciais qualificados, e o empreendedor pode muito bem ter sido só o gajo da massa, ou quiçá o idiota sem massa que obtém financiamento, que outrora foi fácil, junto dos maiorais que até andavam atrás de nós para que alimentássemos os seus mapas de objectivos, e agora se consegue através do Crowndfounding, em que andamos atrás das minorias que se alimentam de ideias que aos seus olhos são boas, sem sequer apresentarmos metas, além das definidas para as ditas necessidades de financiamento, e sem estes confirmarem as dioptrias que possuem junto de um oftalmologista credenciado. E voltamos ao ciclo viciante e vicioso, de serem amblíopes a apostarem em negócios que parecem Ouro e depois nem atingem o Bronze, devido também a um outro problema de falta de acutilância das visões empresariais - o daltonismo. Mas igualmente importante e determinante para o sucesso pode ser a decisão de munir-se de bons, ou menos bons, mas mais baratos, elementos que atuem eles próprios sobre os 4 itens. O que nos conduz a uma outra minha teoria muito validada na cozinha, de onde alguns acham que não devíamos ter saído, e que é - nunca com delícias do mar, farás um cocktail de lagosta!...

 

Sandra Correia T

 

TAXA DE ABNEGAÇÃO VOLUNTÁRIA QUE SOCIALMENTE SE IMPÕE

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O que falta à classe política, nem será falta de criatividade, porque essa, até sobeja, se pensarmos nas tais artes de artistolas ardilosas, que são sistematicamente esquematizadas ao pormenor nas suas ilustres mentes. Agora pensem comigo, porque não usam eles essas artes para colher os frutos do que promovem e facilitam... Eu explico: O lucro e a obtenção do lucro, o facilitar a obtenção do lucro, o acumular de lucros e rendimentos de muitos poderia ser traduzido em intervenção social do Estado camuflada de incentivo económico. Ou seja, se em vez de: definirem uma quota de consignação de imposto sobre o rendimento dos particulares, medida que de resto a grande maioria dos contribuintes desconhece, porque o Estado de tão miserável nem sequer, alerta - com neons como faz com a e-fatura e os seus e-bólides sorteados - para a possibilidade de o contribuinte poder beneficiar com uma quota do imposto que lhe foi debitado, por rendimentos de trabalho e outros singulares, impondo ao Estado a sua transferência para IPSS´s ou Entidades Religiosas, que o contribuinte deveria identificar na sua declaração de Rendimentos (se alguma instituição lhe tivesse enviado o número de contribuinte e a sugestão para o fazer)… então senhores iluminados, porque não pegam na boa ideia e definem uma taxa de abnegação nomeada voluntária (como os voluntários nomeados para delegados de turma, que eram sempre os mesmos na escola), que poderia aplicar-se por exemplo nas distribuições de dividendos aos investidores ou nos pagamentos de prémios aos administradores…começaria por aqui, já que fazer crescer carga fiscal sobre lucros, ou desviá-la para crianças, animais e idosos, parece neste país de iluminados, ideia de mera retórica feminina. Pela leitura breve e diagonal (porque não me pagam para preencher declarações de IRS, ou sequer tenciono saber muito de tudo, que encheria ainda mais o preço das minhas competências e aumentaria ainda mais a % de promoção que pratico actualmente no mercado de trabalho… juntamente com a minha frustração) que efectuei aos Códigos de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares e Estatuto de Benefícios Fiscais, parece-me que além da idiotice-more de traduzir agora o valor de consignação pelo “incentivo” ao consumo e à luta contra o mercado negro, que nos deixa a todos negros e pesados de facturas que, solicitamos por tudo e por nada, e os Sistemas de Informação do Estado carregados de boas dicas sobre consumos, gastos, e segredos dos contribuintes lorpas, que pela meia dúzia de tostões que beneficiam ao nomearem-se numa factura, que possam vir a obter, ou pelo acesso a um carrão que consome mais gasóleo que o seu rendimento pode algum dia alcançar, saem por aí a decorar o número de contribuinte e a soletrá-lo nas caixas de supermercado, stands automóveis, lojas de tecnologia ,Motel’s, sex shops, e sabe-se mais que despesas que escondem das mulheres e pretendiam ocultar do fisco, mas não ocultam dos olhares, que não são de melhor futuro, dos que conduzem o comboio ao circo das vergonhas. Agora imaginem o significado que poderia ter sobre as intervenções empresariais, sem fins lucrativos é certo, mas com benefícios sociais para uma imensa franja de população, junto de quem o Estado não cumpre o seu papel de Estado Social, e quem gere e administra essas verbas de forma adequada - não acumulando despesas que nada têm a ver com as acções sociais que lhes é suposto impender – possa com visão estratégica e empresarial levar a cabo auxílios e proporcionar bem estares que sobram nas casas dos administradores ou beneficiários de dividendos, que muitas vezes vêm dos consumos passados de quem hoje necessita desse auxilio. Ou seja devemos acreditar nos projectos com valências sociais e que não visem o lucro ou o desvio de verbas provindas do Estado e dos bolsos dos contribuintes, para causas menos meritórias. Deverá ser efectuado um trabalho de análise, sério e eficiente sobre os projectos designados a receber as verbas voluntariamente nomeadas como necessárias, provindas da tal fiscalidade da abnegação (para a qual contribuiriam em forma de responsabilidade social imposta, investidores e administradores bem sucedidos), mas por entidades que avaliem intervenções, capacidades e competências de forma séria e objectiva, existindo até um bom exemplo de entidade competente neste papel a trabalhar em parceria com o IEFP nos acessos ao microcrédito, que financia igualmente bons projectos com vocações sociais. Não deverão ser abnegadamente entregues verbas a Fundações tituladas por mentes infantis, insanas e que demonstram uma falta de respeito pelos animais idosos, e passam maus exemplos a crianças ou má imagem do País ao Mundo, como filmes de passeios feitos a cavalgar tartarugas com perfeito desprezo pela sua (da tartatura) idade e a que podem alcançar. E até reconheço alguma esperança na Taxa Adicional de Solidariedade, mas aplicá-la maioritariamente, numa percentagem máxima de 5%, a quem aufere (declarados) num mês 194% acima do que a maioria dos trabalhadores recebe num ano, parece-me um pouco complacente demais com a desproporção de riquezas, constante e crescente no nosso humilde país.

 

Sandra Correia T

O DRONE MENTALISTA (BEM INTENCIONADO)

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Já antes me tinha ocorrido o quanto me dava jeito o produto de que a seguir vos falo, quando os meus pensamentos em velocidade cruzeiro não aguardavam que os digitasse, ou os ortografava mal e porcamente em pedacinhos de papel que jamais voltava a decifrar. Mas um destes dias, depois de uma história que ofereci a alguém para que fosse simpático comigo, ainda antes de ele pensar ser, contrariando a oferta do cabrito ou do folar, no natal seguinte, saiu-me o nome. O que faz falta às pessoas é um drone mentalista, mas que apenas falasse em Português Encriptado, para que as outras línguas do mundo não nos roubassem a ideia antes dela ser plano, quanto mais projeto ou maquete. Para quem ficou preso à minha escrita apenas com esta ideia, não tendo corrido ao separador ao lado a digitar drone mentalista, e espera que lhe seja devolvida a fórmula em palavras bonitas, e em português claro, que eu às vezes encripto mas só para alguns, eu explico. Na minha cabeça seria qualquer coisa como: um pequeno aparelho remotamente controlado que voasse sobre as nossas cabeças, decifrasse pensamentos rápidos e imprimisse planos e projectos já feitos, mas dos que não são de arte que aí não prevejo que alguma tecnologia possa substituir as mãos que transmitem a alma do artista nos próprios projectos que transforma em obras. No meu caso por exemplo recolher as palavras que largo ao vento com o fumo que me sai depois do café nos intervalos dos afazeres, e coloca-las por sequência em papel ou processador de texto, nem sabem o bem que me faria. E o quanto tornaria as minhas noites mais produtivas e curtas…e as da minha vizinha de baixo mais silenciosas. Penso em qualquer coisa que, para quem não gosta de colocar o carro à frente dos bois, se iniciasse a partir dos aparelhos de bebé que se substituem às jovens mamãs na identificação da razão que está a provocar insatisfação no seu rebento, e que não faço a mínima em que conceitos ou técnicas se sustenta, ou se é aplicável em mentes mais poluídas ou até se é fiável - ou se não passa de mais um apelo aos impulsos das mães que desatam a encomendar tudo que encontram na internet e que lhes acene com uma cara rechonchuda e sorridente que lhe faz lembrar das suas maiores criações, e não mais faça do que dar-lhes música. Uma vez que quando fui mãe, a única ajuda tecnológica era da farmacêutica que produzia as gotinhas cor menina que também serviram o meu menino, não sei mesmo do que se trata, só ouvi dizer, mas não fui confirmar como faço com a maioria das histórias que me contam, porque os meus já costumavam nessa altura juntar à fome um “McDonalds Pleaseeeeeeeeee?”. Mas penso que poderão agarrar esse equipamento como objecto de investigação e desenvolvimento, já que o que nos falta ao produto é mesmo a capacidade de ler e decifrar a mente, uma vez que parece-me que os objectos voadores comandados à distancia, estão já suficiente e tecnologicamente desenvolvidos para andarem a percorrer alguns céus que conheço, onde pairam mentes mais curiosas e sequiosas por novidade. A ideia pode, penso eu, a partir dessa perceção curta de: sente dor, sente fome, sente sono…; avançar para o sente ideias, sente palavras, sente imagens, e a seguir para o regista…. e só mais tarde, como as empresas tecnológicas gostam de fazer, por razões que se o mercado pensasse não se lembraria, lançarem a hipótese de, qual polaroid da modernidade imprimir os nossos pensamentos em postaizinhos, como os que dão mote à treta das entrevistadoras que enchem os vossos écrans, entre as quais a que mais mexe com a minha inteligência, e que cultiva semanalmente a futilidade e falta de, cultura e grandeza, das pessoas, e que para identificarem terão que colocar-me primeiro por cima da cabeça o dito equipamento de que vos falo, ou em alternativa serem espertos e atentos… De qualquer forma, como alguns de vós já perceberam, o percurso pode ainda ser longo, mas igualmente perigoso, já que esta ideia do mentalismo encerra algo tão perverso como as mentes de Dr. Heinz Doofenshmirtz’s desse mundo, que podem usar a tecnologia para o mal e para o aproveitamento indevido da necessidade que eu senti como positiva. Ou seja ou se suspende a evolução do equipamento obrigando-o a quedar-se apenas pela leitura, recolha e registo e não controlo, ou estaremos amanha a arrepender-nos de ter acendido o rastilho do fim do mundo como o conhecemos… Ou introduzam estes cenários de contingência na invenção, passando a ser integrada uma solução tecnológica que só permitisse accionar a funcionalidade de “controlo” aos detentores de mentes lidas, de bem e do bem, ou que primeiro avaliasse nesses pensamentos o tipo de controlo que pretendiam exercer e actuasse em conformidade com o seu previsível efeito. Mas tem outra grande grandeza esta ideia (de funcionalidade limitada) que é a possibilidade de vitória do bem sobre o mal, dando às pessoas de bem que pensam risos em forma de palavras ou desenhos, a possibilidade de colocarem sentido de humor nas cabeças dos que têm imaginações distorcidas por anos de realidades obtusas e redondamente enganadas e desviadas do propósito, que eu mantenho em crença, nos terá colocado a todos aqui junto dos outros… conseguem imaginar…e até o que também poderiam exercer de influência, em novos postaizinhos entregues às tais mentes que apresentam programas de televisão ocos recordistas de audiência, neste meu enorme país cheio de gente pobre…de ideias. Trabalhem, investiguem, desenvolvam que muito me aprazeria ter eco do vosso trabalho por aqui ou noutro lado qualquer…. Por isso, criativos deste País que estão a ler este texto, retirem benefício económico da ideia, com a vossa capacidade de concretização, mas se são honestos, generosos e sensíveis, entreguem uma percentagem desses ganhos a causas sociais e beneméritas que esse, também é o desígnio desta artista que vos passou este furo e necessidade ainda não satisfeita, enquanto viva na mente das pessoas, com impacto relevante na vida de gerações futuras.

 

Sandra Correia T

 

RECLAMAÇÃO / AVALIAÇÃO / SUGESTÃO DE MELHORIA DOS PROCEDIMENTOS NOS “MERCADOS DE CHÃO” VS “MERCADOS DE NUVEM”

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Vou contar-vos uma história real da economia atual, que só quem não conhece o ponto de interrogação não se interroga.
Passei por uma grande cadeia de tecnologia e multimédia, cujo serviço sempre faz sorrir o mais cético e crítico dos clientes, para adquirir “à lá longe”, equipamento básico que me faltava para trabalho e lazer.
Eis se não quando me deparo com portáteis Apple (que era o que eu queria, mas lamentavelmente não podia) a perfilar-se lado a lado com uma marca que o simpático funcionário me indicou ser chinesa, e quando lhe sugeri que quereria algo fora desses mercados de produção de tecnologia, preferencialmente norte-americano, referiu-me: “…mesmo que fuja à marca cerca de 90% dos componentes são igualmente deles”. E a mesma percentagem terá sido referida como a de equipamentos que a própria marca (cadeia) vendia.
Desta maneira fiquei muito mal impressionada com o responsável pela seleção da oferta ou pelos fornecimentos, é que apesar da maioria dos equipamentos serem chineses e, de toda a gente saber que eles recebem em malgas de arroz, essas marcas apresentavam o mesmo preço de venda ou equivalente a um norte-americano com mesmas características ou inferiores.
Porque não nos interrogamos todos assim. E fazemos greve, nessa cadeia de venda de tecnologia, e noutras, ao Made in China, que é de onde provêm maioritariamente (além de leste europeu, India e América do Sul) as mensagens de “socorro que estou escravizada”.
Puxei, de regresso a casa, noticias recentes sobre os ditos recados que há algum tempo tinha ouvido ser associado às maiores cadeias de comércio a retalho de moda. E deparei-me com uma noticia citando um dos responsáveis pela dita cadeia de produção de moda em série, a maior do Mundo, que havia sido acusada, e dizia o senhor: “É completamente inverosímil essa acusação porque um recado integrava um produto Made in Roménia, e outro na India.”
• Isto ou qualquer coisa assim – que não sou capaz de encontrar novamente a noticia, o inverosímil entrava e a India também, à Roménia posso ter trocado o nome…
Eu digo - inverosímil é a tia do senhor fabricar t-shirts na garagem dela, e mesmo assim às vezes acontece, mas o sucedido, agravado pelo dito, só prova, que há mesmo muita gente, não só a ignorar estes sucessivos sucedidos, como a torcer para que todos nos calemos.
Depois é preocupante que ninguém pense porque é que os computadores, portáteis ou desktops, largamente que são conhecidas as propriedades impermeabilizantes do plástico e seus derivados, não tenham ainda encontrado material que não queime ao aquecimento, se é que é esse o problema, mas proteja de desastres com água as componentes fundamentais de hardware?
Se assim fosse eu não estaria agora a contar-vos esta história e o meu portátil norte-americano com 6 meses teria sobrevivido. Assim adquiri um novo, e o Microsoft Office completo que havia comprado aos mesmos 6 meses porque me chegou numa caixinha com um cartãozinho, que eu ativei na internet, acabou por ficar irrecuperável porque perdi o cartãozinho.
Como os nossos sistemas de segurança na internet permitem fechar tantos buracos, janelas e portas, e não se dedicam, além da pesca em mar alto, mais ao abrir de alguns buraquinhos com sistemas inteligentes, não preguiçosos? Facilitem a preguiça do cliente não do fornecedor por favor…
Ou seja, acabei por lançar um sururu na loja e nos seus clientes, a maioria a olhar-me como se a louca fosse eu, e sem louco-motivação nenhuma para mudarem esse pensamento, ou contribuírem igualmente para a mudança e ciclo viciado e vicioso em que a nossa Economia entrou, e alguns pataratas nem sabiam a que me referia.
Continuamos sim a comprar nas ditas cadeias o made in china “polque é balato, balato”. Mas não porque queremos abrir uma poupança, mas porque o que ganhamos a trabalhar, para fornecer as ditas cadeias, de moda, de tecnologia, do que seja, não corresponde ao digno, justo e suficiente, para depois nos venderem o caro.
Este o vicio da economia atual aos olhos de quem quiser ver, com eles de ver, e quem conhecer os pontos de interrogação e exclamação, pode sempre colocar novas questões e dar opiniões exacerbadas, não temendo ser apelidada de louca, porque em loucura anda a nossa economia e sociedade.
Se fizermos todos um pouquinho de turbilhão nas águas, vamos criar uma força de corrente positiva, que forçará à inversão dos fatores determinantes para a produtividade e a produção balata, sem ter que retirar ao fator trabalho para entregar ao capital.
 
Sandra Correia T

 

 

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